No poupar é que está o ganho.

Quem me conhece bem sabe que eu gosto de falar sobre finanças pessoais e métodos de poupar dinheiro, técnicas que ainda não aplico na totalidade na minha vida pessoal por ainda não ter rendimentos fixos nem ser responsável pelo pagamento das contas. No entanto, sempre me disseram “de pequenino se torce o pepino”, e acho que nunca é cedo demais para começar e aprender a poupar.

 

Desde já quero deixar a dica, vejam ali no lado esquerdo no blogroll, um site de finanças pessoais que leio assiduamente chamado The Simple Dollar. Escrito (em Inglês claro está) por um americano, Trent Hamm, que, segundo o próprio, já passou por períodos financeiros muito baixos. Recomendo vivamente que leiam a história de vida dele, pois nos artigos que a compõem Trent delineia muito bem os problemas comuns que as famílias encontram nas sua vida financeira mas que nem sequer vêm como problemas. Além disto, Trent também partilha as suas soluções pessoais para esses problemas, tal como dicas para aplicar caso o problema não seja exactamente igual. Se há algum blog que eu recomendo vivamente, this is it.

 

Pessoalmente, sei bem que a minha família já passou por tempos difíceis. Em 2006, decisões financeiras pouco inteligentes, acopladas à perda de emprego do meu pai, viram-nos numa situação em que o dinheiro apertava muito e não dava para pagar todas as contas e despesas do agregado familiar. Vi os meus pais desesperar com a falta de dinheiro, a minha mãe constantemente ao telefone a tentar fazer os representantes dos bancos perceber que não, não tínhamos dinheiro, sim, queríamos pagar. Mas não podíamos.

 

As más decisões financeiras que referi foram nada mais nada menos do que a correria aos créditos. De facto, os meus pais na altura fizeram demasiados créditos para conseguir pagar todos. E nem eram todos créditos “necessários” (casa, carro) mas sim pequenos créditos, para pagar electrodomésticos e afins. Chegou a um ponto tão mau que acabaram por fazer um crédito para pagar todos os outros créditos…

 

O crédito é um negócio extremamente lucrativo, não para quem o recebe, mas para os bancos que, seguidamente, tentam fazer com que a pessoa só consiga pagar as mensalidades mínimas destes, ou seja, simplesmente os juros, não abatendo nada sobre o capital deveras emprestado. Sob este sistema, uma pessoa pode estar a pagar um crédito até morrer.

 

Deixo aqui o link para um documentário muito interessante sobre o crédito e toda a indústria que gira à volta deste: Maxed Out. Se, como eu, quando o vi, não fizerem ideia de que é assim que o crédito funciona, vão ficar bastante impressionados e pensar duas vezes antes de fazer qualquer crédito.

 

Acho, no entanto, que a maioria das pessoas até sabe todas ou quase todas as coisas apresentadas nos links acima. Pensam é “Eu não tenho dinheiro para pagar as coisas, quanto mais para poupar ou para dividir!” e isto é um erro. Existe quase sempre maneira, mas requer trabalho, e trabalho implica não ver a novela da noite.

 

Acabo este blog por aqui e dizendo que não, ainda não consegui fazer os meus pais acreditar que estas técnicas funcionam. Mas continuo a tentar.

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  1. #1 by mallorca reisen on Janeiro 7, 2011 - 08:36

    Looks like you are an expert in this field, you got some great points there, but you’ll want to add a facebook button to your blog. I just bookmarked this article, although I had to complete it manually. Simply my $.02🙂

    – Daniel

    • #2 by Alex on Janeiro 12, 2011 - 11:54

      Thank you for the suggestion, I didn’t realise it hadn’t added the share options. Should be working now.

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