Opinião: Facebook

Já todos conhecem o Facebook, espero eu. É uma plataforma que dispensa introduções, hoje em dia, já tão conhecida como, por exemplo, o YouTube.

 

Para quem não sabe, o Facebook foi criado por Mark Zuckerberg em 2004. É uma plataforma de rede social que prima pela simplicidade de interface e facilidade com que se tem contacto com os amigos, mas peca pelo simples facto de que esconde muito da sua própria informação. More on this later.

 

Pessoalmente, nunca fui muito de redes sociais. Acho que são uma estupidez. Se quiser partilhar fotos ou links com os meus amigos, partilho por e-mail! Igualmente, se quiser conversar, tenho o telemóvel, o e-mail, o IM ou até o clássico cara-a-cara. Então porque é que, digam-me, tenho Facebook?

 

Se calhar é melhor começar pelo princípio. No princípio não se falava em redes sociais e o MSN era rei incontestável da comunicação instantânea online. Para mim, os protocolos IM ainda o são, embora agora tenha ganho juízo e mudado para o cliente Pidgin. Mas, claro, existe o encanto de poder facilmente, rapidamente, quase instantaneamente, partilhar links e mensagens com todos os meus amigos.

 

Quando andava na secundária, apareceu o Hi5, que foi a plataforma que, pelo menos na minha zona, iniciou os “miúdos” todos nas redes sociais. Toda a gente passou a ter Hi5.

 

Ainda preferindo o MSN, lutei contra a criação de uma destas páginas durante bastante tempo, mas eventualmente lá fui convencida. Criei a minha página, populei-a com informação pessoal pertinente que não me importava de partilhar e soltei-a no mundo virtual das páginas do Hi5.

 

Na primeira semana ainda fiz um esforço para checkar os comentários deixados pelos meus amigos/colegas mas, especialmente ao descobrir que os campos daquilo não gostam muito de interpretar HTML correctamente, em breve deixei a página morrer. Um dia apaguei-a.

 

Fast-forward para a Universidade. O meu namorado – na altura colega meu, do meu ano, minha turma, meu circulo de amigos – tinha uma conta Facebook. Mais ninguém no nosso grupo tinha e até brincava-mos com ele por jogar um daqueles jogos em flash que eles lá têm. Não, não era o Farmville. Era o Frontierville. Farmville = bad, Frontierville = good. Capiche?

 

Entretanto, algures este ano, ele convenceu-nos a criar as nossas próprias contas Facebook. Nesta altura eu já tinha uma feita apenas para jogar Vampire Wars. Limpei-a e inseri os meus dados pessoais, certifiquei-me de que toda a informação apenas estaria visível para os amigos e desatei a convidar.

 

Ok, exagero, porque só convidei mesmo o meu actual circulo de amigos, mais algumas pessoas com quem me dou bem o suficiente. Ao contrário do rapaz acima referido, não convidei o curso inteiro.

 

No entanto, ainda não expus a minha opinião sobre o Facebook. Sinceramente, não sei se gosto ou não daquilo. Por um lado, é uma boa forma de partilhar aqueles links malucos que uma pessoa acha numa tarde aborrecida no Stumble. Por outro, é uma constante presença. Todos os dias dou por mim a abrir a página do Facebook juntamente com os meus RSS feeds e outros sites que costumo verificar. Todavia, ao contrário dos outros sites, que apenas visito uma vez por dia, costumo visitar o Facebook mais do que uma vez. Aliás, enquanto escrevo estas linhas tenho o Chrome aberto, com as minhas pinned tabs…e o Facebook. Também era estranho estar a escrever sobre o Facebook sem dar uma vista de olhos na página, de vez em quando.

 

A melhor feature do Facebook é, na minha opinião, os comentários. É bastante bom e intuitivo deixar uma curta mensagem a alguém sobre o link ou actividade que postou. E se não me apetecer escrever? Um “like” serve perfeitamente! De génio mesmo.

 

Outra feature que é bastante apelativa é a capacidade de adicionar coisas à nossa Wall a partir de qualquer site que tenha opção de partilhar com Facebook. Mais uma vez, as tardes desperdiçadas no Stumble vêm à cabeça…

 

No entanto, nem tudo é bom no Facebook. As minhas principais críticas à plataforma baseiam-se no facto de as definições estarem bem escondidas atrás de links e links. O modelo até fará sentido para alguém habituado a lidar com a plataforma, mas para um novato não é muito intuitivo como, por exemplo, mudar o estado da relação pessoal. Tal como no filme “A Rede Social” (muito bom, deviam ver), em que o co-founder da Facebook, Eduardo Saverin, não sabia como alterar o seu estado de relação no Facebook. Acho que estes rapazes nunca tiveram Desenho da Interacção.

 

Resumindo e concluindo, continuo a achar que as redes sociais, como plataforma para conhecer novas pessoas, não funcionam muito bem, mas como plataforma de partilha de informação leve, não há excelência tal como o Facebook, que tem algo para todos.

 

Portanto, deixo um apelo, se nunca fizeram uma conta Facebook, façam-no agora, adicionem os vossos amigos, experimentem. Se não gostarem, podem sempre abandonar a conta, ninguém vos impede. Algo me diz, que quem fizer, não vai deixar.

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