Arquivo de Dezembro, 2010

No poupar é que está o ganho.

Quem me conhece bem sabe que eu gosto de falar sobre finanças pessoais e métodos de poupar dinheiro, técnicas que ainda não aplico na totalidade na minha vida pessoal por ainda não ter rendimentos fixos nem ser responsável pelo pagamento das contas. No entanto, sempre me disseram “de pequenino se torce o pepino”, e acho que nunca é cedo demais para começar e aprender a poupar.

 

Desde já quero deixar a dica, vejam ali no lado esquerdo no blogroll, um site de finanças pessoais que leio assiduamente chamado The Simple Dollar. Escrito (em Inglês claro está) por um americano, Trent Hamm, que, segundo o próprio, já passou por períodos financeiros muito baixos. Recomendo vivamente que leiam a história de vida dele, pois nos artigos que a compõem Trent delineia muito bem os problemas comuns que as famílias encontram nas sua vida financeira mas que nem sequer vêm como problemas. Além disto, Trent também partilha as suas soluções pessoais para esses problemas, tal como dicas para aplicar caso o problema não seja exactamente igual. Se há algum blog que eu recomendo vivamente, this is it.

 

Pessoalmente, sei bem que a minha família já passou por tempos difíceis. Em 2006, decisões financeiras pouco inteligentes, acopladas à perda de emprego do meu pai, viram-nos numa situação em que o dinheiro apertava muito e não dava para pagar todas as contas e despesas do agregado familiar. Vi os meus pais desesperar com a falta de dinheiro, a minha mãe constantemente ao telefone a tentar fazer os representantes dos bancos perceber que não, não tínhamos dinheiro, sim, queríamos pagar. Mas não podíamos.

 

As más decisões financeiras que referi foram nada mais nada menos do que a correria aos créditos. De facto, os meus pais na altura fizeram demasiados créditos para conseguir pagar todos. E nem eram todos créditos “necessários” (casa, carro) mas sim pequenos créditos, para pagar electrodomésticos e afins. Chegou a um ponto tão mau que acabaram por fazer um crédito para pagar todos os outros créditos…

 

O crédito é um negócio extremamente lucrativo, não para quem o recebe, mas para os bancos que, seguidamente, tentam fazer com que a pessoa só consiga pagar as mensalidades mínimas destes, ou seja, simplesmente os juros, não abatendo nada sobre o capital deveras emprestado. Sob este sistema, uma pessoa pode estar a pagar um crédito até morrer.

 

Deixo aqui o link para um documentário muito interessante sobre o crédito e toda a indústria que gira à volta deste: Maxed Out. Se, como eu, quando o vi, não fizerem ideia de que é assim que o crédito funciona, vão ficar bastante impressionados e pensar duas vezes antes de fazer qualquer crédito.

 

Acho, no entanto, que a maioria das pessoas até sabe todas ou quase todas as coisas apresentadas nos links acima. Pensam é “Eu não tenho dinheiro para pagar as coisas, quanto mais para poupar ou para dividir!” e isto é um erro. Existe quase sempre maneira, mas requer trabalho, e trabalho implica não ver a novela da noite.

 

Acabo este blog por aqui e dizendo que não, ainda não consegui fazer os meus pais acreditar que estas técnicas funcionam. Mas continuo a tentar.

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Preguicite aguda!

Ultimamente não tenho feito nenhuns posts. Pois, não me tem apetecido escrever. Mas há uma razão para isto, e essa razão chama-se World of Warcraft: Cataclysm! Sim senhora, não tenho vergonha em admitir que deixei outro hobbie para trás para jogar. Aliás, em breve hei de escrever um post com a minha impressão das principais features do Cataclysm. Entretanto, já há um post agendado para próxima segunda feira, dia 27 de Dezembro. Vou tentar continuar com o schedule normal (todas as segundas) fazendo um “buffer” de blogs.

 

Até lá, aproveito para desejar já um Feliz Natal e Ano Novo.

 

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Opinião: Facebook

Já todos conhecem o Facebook, espero eu. É uma plataforma que dispensa introduções, hoje em dia, já tão conhecida como, por exemplo, o YouTube.

 

Para quem não sabe, o Facebook foi criado por Mark Zuckerberg em 2004. É uma plataforma de rede social que prima pela simplicidade de interface e facilidade com que se tem contacto com os amigos, mas peca pelo simples facto de que esconde muito da sua própria informação. More on this later.

 

Pessoalmente, nunca fui muito de redes sociais. Acho que são uma estupidez. Se quiser partilhar fotos ou links com os meus amigos, partilho por e-mail! Igualmente, se quiser conversar, tenho o telemóvel, o e-mail, o IM ou até o clássico cara-a-cara. Então porque é que, digam-me, tenho Facebook?

 

Se calhar é melhor começar pelo princípio. No princípio não se falava em redes sociais e o MSN era rei incontestável da comunicação instantânea online. Para mim, os protocolos IM ainda o são, embora agora tenha ganho juízo e mudado para o cliente Pidgin. Mas, claro, existe o encanto de poder facilmente, rapidamente, quase instantaneamente, partilhar links e mensagens com todos os meus amigos.

 

Quando andava na secundária, apareceu o Hi5, que foi a plataforma que, pelo menos na minha zona, iniciou os “miúdos” todos nas redes sociais. Toda a gente passou a ter Hi5.

 

Ainda preferindo o MSN, lutei contra a criação de uma destas páginas durante bastante tempo, mas eventualmente lá fui convencida. Criei a minha página, populei-a com informação pessoal pertinente que não me importava de partilhar e soltei-a no mundo virtual das páginas do Hi5.

 

Na primeira semana ainda fiz um esforço para checkar os comentários deixados pelos meus amigos/colegas mas, especialmente ao descobrir que os campos daquilo não gostam muito de interpretar HTML correctamente, em breve deixei a página morrer. Um dia apaguei-a.

 

Fast-forward para a Universidade. O meu namorado – na altura colega meu, do meu ano, minha turma, meu circulo de amigos – tinha uma conta Facebook. Mais ninguém no nosso grupo tinha e até brincava-mos com ele por jogar um daqueles jogos em flash que eles lá têm. Não, não era o Farmville. Era o Frontierville. Farmville = bad, Frontierville = good. Capiche?

 

Entretanto, algures este ano, ele convenceu-nos a criar as nossas próprias contas Facebook. Nesta altura eu já tinha uma feita apenas para jogar Vampire Wars. Limpei-a e inseri os meus dados pessoais, certifiquei-me de que toda a informação apenas estaria visível para os amigos e desatei a convidar.

 

Ok, exagero, porque só convidei mesmo o meu actual circulo de amigos, mais algumas pessoas com quem me dou bem o suficiente. Ao contrário do rapaz acima referido, não convidei o curso inteiro.

 

No entanto, ainda não expus a minha opinião sobre o Facebook. Sinceramente, não sei se gosto ou não daquilo. Por um lado, é uma boa forma de partilhar aqueles links malucos que uma pessoa acha numa tarde aborrecida no Stumble. Por outro, é uma constante presença. Todos os dias dou por mim a abrir a página do Facebook juntamente com os meus RSS feeds e outros sites que costumo verificar. Todavia, ao contrário dos outros sites, que apenas visito uma vez por dia, costumo visitar o Facebook mais do que uma vez. Aliás, enquanto escrevo estas linhas tenho o Chrome aberto, com as minhas pinned tabs…e o Facebook. Também era estranho estar a escrever sobre o Facebook sem dar uma vista de olhos na página, de vez em quando.

 

A melhor feature do Facebook é, na minha opinião, os comentários. É bastante bom e intuitivo deixar uma curta mensagem a alguém sobre o link ou actividade que postou. E se não me apetecer escrever? Um “like” serve perfeitamente! De génio mesmo.

 

Outra feature que é bastante apelativa é a capacidade de adicionar coisas à nossa Wall a partir de qualquer site que tenha opção de partilhar com Facebook. Mais uma vez, as tardes desperdiçadas no Stumble vêm à cabeça…

 

No entanto, nem tudo é bom no Facebook. As minhas principais críticas à plataforma baseiam-se no facto de as definições estarem bem escondidas atrás de links e links. O modelo até fará sentido para alguém habituado a lidar com a plataforma, mas para um novato não é muito intuitivo como, por exemplo, mudar o estado da relação pessoal. Tal como no filme “A Rede Social” (muito bom, deviam ver), em que o co-founder da Facebook, Eduardo Saverin, não sabia como alterar o seu estado de relação no Facebook. Acho que estes rapazes nunca tiveram Desenho da Interacção.

 

Resumindo e concluindo, continuo a achar que as redes sociais, como plataforma para conhecer novas pessoas, não funcionam muito bem, mas como plataforma de partilha de informação leve, não há excelência tal como o Facebook, que tem algo para todos.

 

Portanto, deixo um apelo, se nunca fizeram uma conta Facebook, façam-no agora, adicionem os vossos amigos, experimentem. Se não gostarem, podem sempre abandonar a conta, ninguém vos impede. Algo me diz, que quem fizer, não vai deixar.

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